imanencia

Os paradoxos da modernidade

Primeiro Paradoxo da Modernidade:

- A natureza não é uma construção nossa: ela é transcendente e nos ultrapassa infinitamente.
- A sociedade é uma construção nossa: ela é imanente à nossa ação.

Segundo Paradoxo da Modernidade:

- Nos construímos artificialmente a natureza no laboratório: ela é imanente.
- Não construímos a sociedade, ela é transcendente.

Constituição da Modernidade:

Primeira Garantia: ainda que sejamos nós que construímos a natureza, ela funciona como se nós não a construíssemos.

Segunda Garantia: ainda que não sejamos nós que construímos a sociedade, ela funciona como se nós a contruíssemos.

Terceira Garantia: a natureza e a sociedade devem permanecer absolutamente distintas; o trabalho de purificação deve permanecer absolutamente distinto do trabalho de mediação.

(LATOUR, Jamais fomos modernos, 2008, p. 37) - [mais aqui]

Liberar a expressão

A imanência é precisamente a vertigem filosófica, inseparável do conceito de expressão: (...) plano de imanência, aquilo que pode ser endereçado aos filósofos e aos não-filósofos, uma peça delicada de seu sistema - que se destaca como capítulo em “O que é a filosofia?”, mas que na verdade está presente em toda sua obra. “ Que é um campo transcendental?

Deus está no mundo, o mundo está em Deus.

webdeleuze: (Na Ética)... a proposição especulativa de Spinoza é: só existe uma única substância absolutamente infinita, ou seja, que possui todos os atributos, e aquilo que se chama de criaturas não são criaturas, mas os modos ou maneiras de ser dessa substância. Portanto, uma única substância possuindo todos os atributos e cujos produtos são os modos, as maneiras de ser.

deus em Espinosa

Ateu de sistema” ou “ébrio de Deus”? : Pelo livro I da Ética, constatamos quão diferente é o Deus espinosano do Deus da tradição judeo-cristã. Na constelação das definições iniciais, Deus é apresentado na definição VI como “um ser absolutamente infinito, quer dizer uma substância constituída por uma infinidade de atributos dos quais cada um exprime uma essência eterna e infinita” [15].

Adorno asks Canetti

Canetti, Elias + Theodor Adorno: Crowds and Power: Adorno asks Canetti about the close relationship between crowds and
power, survival and self-preservation, and his idea of the "invisible
crowd." Adorno begins by commenting that Canetti's anthropological
works reveal a usually neglected theory about human society and its
power structures. This essay was meant to diagnose the key problems of
contemporary post-World War II society.

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