Atores em rede
por Hernani Dimantas e Drica Guzzi
É por meio daquilo que há de comum que compreendemos as redes sociais, o que as movimenta e as formas de compartilhamento de interesses e saberes. A tecnologia aponta para o incremento do estado de relações entre as pessoas. A rede só existe por causa das relações. As pessoas estão conversando na rede de uma forma muito peculiar. Usamos e-mails, blogs, twitter e orkut para reverberar as palavras. A sedução espiritual da Web é a promessa do retorno da voz. Queremos resgatar a capacidade de comunicação.
Mas o que é a Web? Sabemos do rádio, do telefone e da televisão. Mas a internet é um ambiente ainda misterioso. Cheio de meandros, perversidades e maravilhas. Espelha a vida em todos os sentidos repetindo digitalmente as mazelas da nossa sociedade. No momento em que estamos vivendo, a vida acontece na rede. Trata-se da nossa experimentação em ser a partir de uma realidade sociotécnica onde nossas ações acontecem em um mundo não qual não há mais como vigorar o modelo epistemológico de separação entre os campos das disciplinas proposto pelo antigo projeto da modernidade. Ciência, técnica, filosofia e o agir social, crítica e construção de pensamento estão imbricados entre si, de maneira que a rede permeia nossas formas de conhecimento e se configura no plano em que produzimos e compartilhamos o saber.
Oa atores se misturam nos espaços informacionais. Espaços híbridos, agora não mais estéreis uma vez que apropriados, tornam-se campos produtíveis. Uma troca generosa de links que catalisa a conversação, provoca e solidifica o engajamento. As pessoas tem novas possibilidades. Novas ferramentas e novas idéias emergem da organização desses atores. A rede passa a ser vista como redes, múltiplas, nas quais a expressão de subjetividade é a realidade social. Um processo comunicativo que resulta em conseqüências sociais.










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