Conversações

(...)a televisão, apesar das tentativas importantes e em boa parte vindas dos grandes cineastas, não buscou sua especificidade numa função estética, mas numa função social, função de controle e de poder, onde reina o plano médio, que recusa toda a aventura da percepção em nome do olho profissional p94

quer se fundar um ‘consenso’, mas o consenso é uma regra ideal de opinião que nada tem a ver com a filosofia. p190

o marketing é agora o instrumento de controle social, e forma a raça impudente de nossos senhores(...).o homem não é mais o homem confinado, mas o homem endividado. p 224

é que a televisão é a forma através da qual os novos poderes de ‘controle’ tornam-se imediatos e diretos. p97

hoje é a informática, a comunicação, a promoção comercial que se apropriaram dos termos ‘conceito’ e ‘criativo’ e esses ‘conceituadores’ formam uma raça atrevida que exprime o ato de vender como o supremo pensamento capitalista, o cogito da mercadoria. p170

Conversações, 1972-1990. Rio de Janeiro, Ed. 34, 1992, tr. Br. Peter Pál Pelbart.

Comentários

Opa HD,

tá soltando no ar os fichamentos, né?!

Obrigado

pois eh! estou trabalhando o 'quadro teórico' heheheheh
para explicar a cibercultura faço uma navegação por gabriel tarde... que chama espinosa e leibniz. volta para deleuse, foucault, negri e cannetti. ou seja, conversações como rizoma, as monadas como cauda longa e a emergência como multidão
--
Hernani Dimantas

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