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GambiologiaAcabei de sair do Campus Party. Barulho infernal. Uma mistura de sons que se recombinam num estado de surdez do pensamento. Fui falar de gambiologia. A descontração do tema me levou a desconcentração geral. Ouvir, pensar e falar não me foi possível. Mas isso já foi. O debate foi interessante. Uma composição de idéias que incluiu nomes como de Felipe Fonseca, André Lemos, Lucas Bambozzi, Marcus Bastus, Fred e Lucas do gambiologia.net, Sergio Amadeu, Marcelo Braz e Guilherme Maranhão. ;) Minha vontade era abrir um debate sobre a tag de "Brasil é Hacker". Esse é um tema recorrente nas discussões que eu e Felipe temos desde a época do Metá:Fora. A ética hacker pressupõe uma sociedade que tem no compartilhamento do conhecimento um valor fundamental. Uma sociedade onde o conhecimento não mais pertence a um ou a outro. Está na rede. Saber como pesquisar, como navegar pelas ruelas digitais faz parte da construção de um processo de gambiarra. A busca de uma solução. A história do Brasil nos mostra a força das misturas. Uma miscegenação de culturas. Explode no Carnaval, emplaca na bossa nova.... reverbera um sertanejo. Traços que se recombinam. Recriam a cultura do povo. A cultura do Remix. Acho legal a idéia da construção que modifica, que junta o quebra cabeça. Se vale de uma inovação, do improviso para solucionar o problema, Esse é o modo hacker de fazer. A gambiologia habita o paradoxo que nos apresenta. Por um lado uma sociedade da escassez, onde o conhecimento é próprio. E, o produto é propriedade. Por outro, uma sociedade da abundância, onde o conhecimento quer ser livre (uma metáfora que não diz da vontade do conhecimento e sim, da necessidade das pessoas em compartlhar o conhecimento). Pensar em rede é compreender o entre. O meio do caminho. O copo meio cheio, ou meio vazio? O otimismo de encontrar uma ferramenta que te ajude a fazer aquilo que pra você é permitido. Quebrar fronteiras do ilícito. O Brasil é hacker porque a subversão tática é o diálogo. A conversa continua...
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