A Metá:Fora.

O que há de novo na rede? Não sei se estou ficando defasado. Ou, se tudo aquilo que falavamos sobre redes nos idos de 2002 está se consolidando como web 2.0. Hackers, colaboração, metareciclagem, xemelê são palavras que carregam o contexto das experiências que se tornaram novos paradigmas....

Fico imaginando o que há de novo. O novo é a apropriação da tecnologia. A Metá:Fora.

A Metá:Fora trata da conexão. Ou melhor, do impacto da conectividade nas relações das pessoas, na produção de subjetividades, na desorganização da multidão. O meu objeto de análise são as pessoas. Talvez, esse seja um equivoco recorrente nos meios de comunicação. A revolução não televisionada vem romper esses conceitos da mesma forma que o mp3 rompeu o poder da indústria fonográfica. De fato, a Internet está concorrendo com a mídia de massa. Lemos menos jornal, assistimos menos televisão. Ou não! Cadaumécadaum. Só sei que independente de querermos ou não as TIC's estão mudando a sociedade. O virtual é real.

Metá:Fora também trata de mudanças. Estamos num movimento. O contexto é das metags, do youtube, do twitter, dos blogs... todas as linhas de código. A expressão não está na ferramenta. Estamos num movimento... construindo redes. A nossa cultura cada vez mais está em rede. Estamos aprendendo e reaprendendo a cada click do mouse. A rede aproxima e mistura as pessoas. No bazar compartilhamos nossos valores.

A Metá:Fora também é comunicação. A sociedade tende a se auto-organizar num ambiente que é infinitamente espaçoso. Tem lugar pra todo mundo se relacionar. Os nossos filhos estão em rede desde pequenos. Estão no Orkut, alguns tem blogs... outros acessam suas produções. Como será que eles vão enxergar as tentativas de explicar o crescimento da vida online. A vida em movimento. A Linkania nossa de cada dia!!!

Elucubrações que vejo no pensamento de Deleuze, de Foucault, dos hackers, Cluetrain, Negri... essas são algumas das minhas referências para explicar a linkania. Creio que estamos aplicando esses conceitos em muitos dos nossos projetos. Não foi a toa que o MetaReciclagem se tornou uma política pública. MetaReciclagem está em movimento. Como uma TAZ deve morrer... como grupo. Mas se tornou uma idéia. Isso se deu pela Metá:Fora...

Fica um recado para a rede. Seja bem-vindo ao debate. Estamos discutindo idéias. Projetos, linhas de pesquisa. Devemos ter muita coisa para trocar. A Universidade está precisando ser hackeada. É uma estrutura dura que se move na velocidade de lesma. Mas como toda máquina ela se burocratiza para sobreviver.

Comentários

é! viva metá:fora!!! ontem hoje e sempre!

Sabe, Dimantas... às vezes me pego pensando na delícia que eram aqueles grupos de discussão onde compartilhávamos algo muito além daquilo que nós que os japonólogos chamamos de GA.

Eu penso na questão de "todos trabalhando para todos", "um trabalhando com todos para todos". Hoje vejo muitos gastando energia, mas gerando muito pouca.

Acho que não há nada de novo na internet (com "i" minúsculo). Acho que nem deve haver nada de novo na internet. O que deve RE-novar é o espírito de quem toma uma inciativa web. Esse cara deve ter mais "acabativa" web.

As pessoas é que precisam mudar. Essa coisa nefelibata precisa não apenas "pairar", mas "chover" de vez em sempre, irrigar terrenos criativos, voltar a colocar META-pra-fora, META-FORA: metáfora.

Mas para tanto, é preciso vontade, investimento de tempo e uma certa preocupação com o uso das NTICs na construção de uma nova cidadania. O design universal, por exemplo? Quantos blogACESSÍVEIS você conhece?

Eu ainda mantenho aceso meu maçarico nesta direção: da nossa responsabilidade informacional - uma internet nova é uma internet para todos!

Beijo! Natsukashi!

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