Na Imanência
Unidades coletivas não constituídas de seres humanos, mas, ainda assim percebidas como massas, estas eu as designo símbolos de massa. Unidades assim são o trigo e a floresta, a chuva e o vento, a areia, o mar e o fogo. Cada um desses fenômenos abriga em si qualidades deveras essenciais da massa. Embora não se constituem de seres humanos, eles lembram a massa, representando-a simbolicamente no mito e no sonho, no discurso e na canção.
É aconselhável diferenciar nítida e inequivocadamente esses símbolos dos cristais. Os cristais de massa apresentam- se sob a forma de um grupo de pessoas que chama a atenção por sua coesão e unidade. Eles são concebidos e vivenciados como unidade, mas compõem-se sempre de pessoas efetivamente atuantes - soldados, monges, uma orquestra inteira. Contrariamente a isso, os símbolos de massa nunca são eles próprios pessoas, são apenas sentidos como massa.
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Elias Canetti, Massa e Poder; p74










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