Por um pouco de preguiça
Em que Medida o Homem Ativo é Preguiçoso? "a preguiça, que jaz no fundo da alma do homem ativo, impede-o de tirar água do seu próprio poço." (1) O preguiçoso morre de sede. E, talvez, a sede seja o que impulsiona o homem ativo a buscar a sua potência. Efeito 'tostines' que não nos leva a lugar algum.
O que me levou a pensar na preguiça? Sinto-me preguiçoso! Não blogo com tanta frequência. Não tenho o twitter como algo muito além do jardim. Mais uma ferramenta que ajuda a coisificar o que deveria ser apenas chamado de conversação. A web é sobre isso: conversação entre seres humanos, criação de espaços informacionais, emergência de comunidades, facilitação da relação do homem com o sistema e participação pública.
Bem, eu creio que conversação seja o modo de agir das pessoas na rede. Cada um de uma maneira diferente. Respeita-se a multiplicidade, respeita-se a cauda longa. Os espaços informacionais são muitos. Somos livres para escolher como e onde conversar. E o mais importante, somos livres para escolher com quem conversar. Somos multidões hiperconectadas, somos links.
Pois é: "dominar o mundo é fácil, difícil é fazer o relatório"! A revolução está estabelecida. Tudo dominado. A multidão já consolidou o espaço do software livre na sociedade informacional. A multidão dominou a enciclopédia, a multidão tomou conta da blogosfera, do twitter, do orkut; a multidão se mostra como uma classe de comuns que se dissolve nas nuances da rede. Colaboração pelo comum. Mas que tem na impermanência sua forma de constituição.
Essa é tal linkania. Pessoas falando com pessoas, organizando-se; tomando decisões. Esse é o campo de estudo da cibercultura, entender como as pessoas estão trocando crenças e desejos na rede que a cada momento se estabelece. Sinto-me preguiçoso para essa redação, prefiro a conversa.
1. Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano'










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