Refexões sobre a angústia
Estive no Tedxsudeste no sábado. O evento, como disse abaixo, foi um contar de histórias e sonhos. Sempre achei que os profetas de plantão que falam de sonhos são apenas evangelizadores de supermercados. Aqueles que no final das contas querem ser escolhidos diante da diversidade de ideias. Não tenho saco para ouvir um bando de mané querendo ser protagonista de uma missão. Assim, me parece fake.
Não sou um homem de sonhos. Eu penso que a humanidade tem que tratar das suas angústias. Nesse sentido, o que me move é a ideia de transformar aquilo que incomoda em arte. Dessa forma, quando no MetaReciclagem levamos computadores pintados para o reuso em comunidades não estávamos sonhando. Estávamos transformando o cinza, o descarte, o lixo em obra de arte. Estávamos mostrando que temos que nos preocupar em transformar e cuidar dos nossos dejetos. Ou será que ao empacotar nossos lixos num saquinho plástico podemos ficar tranquilos?. Para a sobrevivência da humanidade as pessoas devem tratar o lixo como angústia. O lixo no sentido mais amplo... o lixo como as mazelas que nos incomodam no seu potencial. Para sobreviver somos altamente egoístas. Ao ponto de não darmos conta que o nosso próprio egoísmo vai nos destruir... transformar angústia em arte é a estética de um mundo que transforma o incomodo das partes numa solução comum. Em tempos de colaboração, redes, software livre, Wikipédias e twitters as apropriações acontecem na emergência. As políticas passam a ser uma construção de baixo para cima e para os lados. Essa tendência é inexorável...










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