Arqueologia do Conhecimento
Michel Foucault (...) concebe o texto, a noção de texto, como algo composto por networks e links. (...) as fronteiras do livro nunca estão muito bem delineadas já que este é apanhado num sistema de referências a outros livros, textos ou mesmo frases.
Um livro é um hexágono, ou um nó, dentro de uma rede, ou network, de referências. Este tipo de textualidade, tão apreciada nos blogs, leva-nos a uma concepção estrutural algo complexa: ao lermos um livro julgamos que partimos de um prefácio para um posfácio, no entanto isto só será válido se não tivermos em conta as notas de rodapé, ou, no caso dos blogs, os links de uma página ou de um texto. O livro, como objecto de saber, não é imutável, de cada vez que o relermos permitirá novas escolhas, novos caminhos, novos links - tal como o nosso monitor.
via historia da internet
Um livro é um hexágono, ou um nó, dentro de uma rede, ou network, de referências. Este tipo de textualidade, tão apreciada nos blogs, leva-nos a uma concepção estrutural algo complexa: ao lermos um livro julgamos que partimos de um prefácio para um posfácio, no entanto isto só será válido se não tivermos em conta as notas de rodapé, ou, no caso dos blogs, os links de uma página ou de um texto. O livro, como objecto de saber, não é imutável, de cada vez que o relermos permitirá novas escolhas, novos caminhos, novos links - tal como o nosso monitor.
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