Linkania - uma teoria de redes

Estou montando uma apresentação para a equipe do laboratório.

Estou trabalhando com a idéia daquilo que nos afeta. Poderia explicar no pensamento espinosano de substância. Das mônadas de Leibniz. Da parte e do todo. Bem, não vou me ater a filosofia. Na prática a rede é uma cauda longa. Ou, citando a Drica 'cada um tem a internet que merece'.

Porisso, podemos entender a rede por múltiplas interfaces. Pois, cada um habita coisas diferentes. Mesmo no Orkut. Uma plataforma fechada. As pessoas tem amigos diferentes. Conversam com pessoas diferentes. Nada é igual. Um caos que não se explica por sistemas. Ontem, conversei isso com a Nogushi, Cibele Sofia e o Anduezza. Falamos das teorias apoiadas nos sistemas biológicos. Disse, que é bacana pensar nesses sistemas. A genética é o caos; organizado por algumas teorias de genética populacional. Eu acho que esse tipo de sistema não da conta da velocidade da revolução digital. É um movimento exponencial.

As pessoas sempre se relacionaram umas com as outras, ou com grupos, através de redes. Rede não é novidade. Somos seres em relação. Precisamos nos comunicar com outras pessoas. Criamos redes como formigas preparam os formigueiros. A rede organiza a nossa civilização.

Internet não tem a ver com computadores. Tem a ver com pessoas

Os mercados são conversações, falar é barato e o silêncio é fatal. Explica como as pessoas estão se apropriando do espaço informacional.

Perguntar Para que serve a Web? já foi importante. No entanto, do ponto de vista da inclusão digital a pergunta ainda é importante. As pessoas entendem para que serve a TV; o Rádio; o Telefone. Mas a Web pode ser tudo isso e mais. É email, gtalk, navegar por um monte de sites, participar de listas, jogos e ouvir músicas lícita ou ilicitamente, assistir ou publicar vídeos no youtube, passear pelo álbuns de fotos dos amigos, blogar, twittar... enfim, participar da Internet. E deixar a rede participar de você. O compartilhamento é total. É o xemelê ;)

Xemelê é agitação. Uma dança, um passo de tango, um batuque dodecafônico misturando dados e máquinas. Xemelê é o maestro da orquestra invisível. Da mesma forma que a linkania inter-relaciona as inteligências das pessoas, o xemelê faz o link das máquinas, dos softwares, das inteligências artificiais que se estendem e descolam do ser humano. Máquinas que não conversam entre si não agregam valor para a comunidade. A sociedade da colaboração exige esta conversação.

Participar da rede não é um ato efêmero. A forma de participação é real como a vida. O virtual envolve o cotidiano.

A Internet é mais um lugar do que uma ferramenta, de um ambiente. Que tipo de lugar é esse?

Um novo bom senso é desvelado. Esse momento é explicado pela ética hacker. As pessoas não acham piratas por baixar música no torrents. Ou será que uma grande parte da população online pode ser considerada fora da lei. Questionar a indústria fonagrafica faz parte de um agenciamento importante. A ética hacker explica o software livre. Não explica a necessidade que as pessoas tem de trocar músicas. Explica, no entanto, a ocupação do MySpace como espaço onde as bandas mostram seu trabalho. A desintermediação da estrutura de distribuição de músicas é sequela da revolução não televisionada. O conhecimento tende ser livre.

A colaboração explica o software livre como modo de produção. Release early , release often é o modo Linus de desenvolvimento de software. A reputação é a moeda de troca na linkania.

Linkania é sobre Hyperlink. Uma simples conexão não me parece algo revolucionário. Mas a web é um espaço onde a interface é um hyperlink elevado a enésima potência. A informação se conecta.

Dannah Boyd diz que redes socias são quando nos conectamos aos amigos dos amigos. Eu penso em vizinhança. Pois, eu penso a partir da blogosfera. Vizinhança expressa melhor os links que seguimos e aqueles que nos linkam.

Como as vizinhanças são sempre diferentes, a Linkania aponta para um espaço sem limites (aqui voltamos as mônadas, principalmente pela teoria de Gabriel Tarde). A Web tende ao infitesimal infinito.

A própria noção de infinitesimal infinito rememora a idéia de multiplicidade e movimento que se pode alcançar/apresentar nesses lugares invisíveis em que nos reunimos e ocupamos.

O movimento da sociedade aponta para uma ruptura. Weinberger fala da ruptura da metafisica padrão. A metafísica está baseada na divisão do mundo em discretos objetos. Esse processo de divisão raramente é consciente. Acontece através da linguagem, a qual é elaborada pelos poetas de vários tipos, incluindo cientistas, políticos, marketeiros e adolescentes revoltados (...) O modelo de containeres, como muitos de nós suspeitamos, é inadequado.

Tempo, espaço, conhecimento e todas as multiplicidades extrapolam necessidades de categorização. A internet é atemporal. Você pode interagir quando achar conveniente; O tempo é momento.

O espaço também sai do container. Não tem limites. Na Internet estamos à distância de um click de qualquer outra pessoa no mundo

Os hackers criaram uma tecnologia livre que conecta pessoas, que diminue as distâncias e que aumenta as conversações. Ocupamos o espaço das informações. O conhecimento se descola e se abre. O conhecimento quer ser livre.

Na Internet ninguém sabe se você é um cachorro. Somos uma rede de redes. A multiplicidade ;)

Estamos conectados com outros seres humanos. Compartilhamos interesses com outras pessoas. A generosidade faz parte do novo bom senso. Gentileza gera gentileza. Uma construção que se faz na calada da conectividade;

Na internet é um lugar onde podemos ser melhores pessoas. A conexão e a preocupação nos fazem humanos. E onde podemos participar de uma maneira jamais vista.

Linkania... é isso. A cidadania sem cidades. A descentralização. Ação local e conexão global. É tudo sobre link.

Linkania é uma teoria de redes

teste

teste

pois é. fino isso aqui. mais um link para ...

pois é.
fino isso aqui.
mais um link para o caldo, visualizando uma camada que nos ajuda a construir consciência do como somos e fluímos pelos hyperlinks.

a rede permite reconstruir os rastros dos impulsos, das tendências que construímos coletivamente no espírito do tempo. só que agora, vamos do micro ao macro, através dos rastros dos links.

e saber disso nos leva aonde?
e perceber isso nos leva aonde?

acho que ainda buscamos uma forma de nos conhecer melhor e a web nos dá boas dicas de para onde e como ir...

Sub, como assim? "Na internet é um lugar ...

Sub,
como assim?
"Na internet é um lugar onde podemos ser melhores pessoas" - e podemos ser piores também, certo?
"O conhecimento quer ser livre" - que conhecimento é existe, ele existe em si? São as pessoas que podem querer maior aprisionamento ou maior liberação.
abços
Li

Hd... como eu disse: um monte de idéias, ...

Hd... como eu disse: um monte de idéias, que expressam lógicas, que merecem estudo. Gosto desses escritos, embora acompanhe de forma parcial (por saber pouco e precisar estudar mais). Mas cheguei até uma parte... Internet como meio, redes como olhar... e nós temos a internet que meremos, escolhemos, conseguimos... Bj, Noguchi

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