Das Múltiplas Interfaces ao Monstro Cibernético

somos nossa memória, somos este museu quimérico de formas inconstantes, este monte de espelhos partidos
Jorge Luís Borges

Pois, o que é interface? Para que serve a interface? Será que tem a ver com computadores? Tem sim, ou não?. A interface é um tipo de tradutor que aproxima a linguagem do homem com a máquina. Olhamos para a telinha e já sabemos o que ela nos tem para dizer. Um ícone sedutor fazendo caras e bocas para nossos olhos repletos de informação. Ou, uma chamada para a ação. Ou para a interação.

Diversity and independence

Diversity and independence are important because the best collective decisions are the product of disagreement and contest, not consensus or compromise. An intelligent group, especially when confronted with cognition problems, does not ask its members to modify their positions in order to let the group reach a decision everyone can be happy with.

Massas e multidões hiperconectadas

André Lemos - Cibercultura e Mobilidade faz a passagem entre a massa proposta por Canetti em Massa e Poder com a idéia de smart mobs - conceito de Howard Rheinghold. Eu utilizo o conceito do Canetti para definir uma sociedade que se constitui no movimento tanto das maltas como das massas no contexto da tradição filosofica espinosona. Essa passagem abaixo vai ser útil para fazer o link entre as massas e a multidão....

Novos tempos de uma sociedade em rede

A rede mundial de computadores reflete e estimula, a cada inovação, os desejos da sociedade real. A consolidação das mídias sociais digitais traz para nosso dia a dia os desejos de maior sociabilidade, igualdade, transparência, simetria nos diálogos e relações, inclusão, originalidade. Por outro lado, e junto com tudo isso, as mídias sociais reforçam aspectos que às vezes são esquecidos, como a redução da privacidade, a exclusão para muitos, o conflito de opiniões, a redefinição das relações das empresas com o mercado, e a reconfiguração das forças sociais.

Modo de produção colaborativo

Benkler argues that a new form of economy might be emerging, i.e. the “networked information economy”, in which nonmarket and nonproprietary commons-based peer production (i.e. “social production”) and exchange of information, knowledge and culture play a central role.

This has become feasible because the capital required for social production and
exchange in the networked information economy is relatively cheap and widely
distributed. [mais aqui]

Sobre o jornalismo e a opinião

Numa grande sociedade dividida em nações subdividida em províncias, em feudos, em cidades, houve sempre, antes mesmo da imprensa, uma opinião internacional, suscitada de tempos em tempos; abaixo desta, opiniões nacionais, intermitentes também, porém mais freqüentes; e abaixo desta, opiniões regionais e locais mais ou menos contínuas. Eis aí os estratos superpostos do espírito público. Só que a proporção dessas diversas camadas, enquanto importância, enquanto espessura, variou consideravelmente, e é fácil perceber em que sentido.

Diferença entre público e as massas

(...) os públicos diferem das multidões no fato de que a proporção dos públicos de fé e de idéia é bem maior, (...) ao passo que as multidões crentes e idealistas são pouca coisa comparadas às multidões apaixonadas e turbulentas. (...) Além disso, como é mais inteligente e esclarecida, a ação dos públicos pode ser e é, com freqüência, bem mais fecunda que a das multidões. "A multidão se compraz em marchar e em manifestar-se sozinha, em exibir sua força e infligi-la ao vencido, vencido sem combate. (TARDE, 2005, p. 36).

As dessemelhanças

A despeito de todas as dessemelhanças que observamos, a multidão e o público, esses dois termos extremos da evolução social, têm em comum o fato de que o vínculo dos indivíduos diversos que os compõem consiste não em harmonizarem-se por suas próprias diversidades, por suas especialidades reciprocramente úteis, mas em se inter-refletirem, em se confundirem por suas similitudes inatas ou adquiridas num simples e poderoso uníssono - mas com quanto mais força no público que na multidão!

The YouNiversity

[...] networked culture is enabling a new form of bottom-up power, as diverse groups of dispersed people pool their expertise and confront problems that are much more complex than they could handle individually. They are able to do so because of the ways that new media platforms support the emergence of temporary social networks that exist only as long as they are needed to face specific challenges or respond to the immediate needs of their members.

Participatory culture

I use the term "participatory culture" to describe the new kinds of social and creative activities which have emerged in a networked society. A participatory culture is a culture with relatively low barriers to artistic expression and civic engagement, strong support for creating and sharing one's creations, and some type of informal mentorship whereby what is known by the most experienced is passed along to novices. A participatory culture is also one in which members believe their contributions matter, and feel some degree of social connection with one another.

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