conversas

Sobre o jornalismo e a opinião

Numa grande sociedade dividida em nações subdividida em províncias, em feudos, em cidades, houve sempre, antes mesmo da imprensa, uma opinião internacional, suscitada de tempos em tempos; abaixo desta, opiniões nacionais, intermitentes também, porém mais freqüentes; e abaixo desta, opiniões regionais e locais mais ou menos contínuas. Eis aí os estratos superpostos do espírito público. Só que a proporção dessas diversas camadas, enquanto importância, enquanto espessura, variou consideravelmente, e é fácil perceber em que sentido.

Agenciamento coletivo

o funcionamento de máquinas de expressão que podem ser tanto de natureza extrapessoal, extra-individual (sistemas maquínicos, econômicos, sociais, tecnológicos, icônicos, ecológicos, de mídia, enfim sistemas que não são mais imediatamente antropológicos), quanto de natureza infra-humana, infrapsíquica, infrapessoal (sistemas de percepção, de sensibilidade, de afeto, de desejo, de representação, de imagens, de valor, modos de memorização e de produção idéica, sistemas de inibição e de automatismos, sistemas corporais, orgânicos, biológicos, fisiológicos, etc.).

Conversas, opiniões e sociologia

Do ponto de vista político, a conversação é, antes da imprensa, o único obstáculo aos governos, o abrigo inexpugnável da liberdade; cria as reputações reputações e os prestígios, determina a glória e, através dela, o poder. Tende a niverlar os conversadores assimilando-os e destrói as hierarquias à força de exprimi-las. Do ponto de vista econômico, uniformiza os juízos sobre a utilidade das diversas riquezas, cria e especifica a idéia de valor, estabelece uma escala e um sistema de falores.

Pois...

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
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Drummond

Quando o bazar invade a academia

Na novae: O lance é o transporte. O movimento. É o lance de ready made. O transporte do cotidiano para o campo das artes. Uma privada no museu é uma obra de arte. Passageiros num avião sequestrado não são mais passageiros. Eles são reféns. Na rede somos aquilo que as pessoas dizem que somos. Voltamos à reputação. A conversa é boa!

Roda Viva

hdhd no roda viva

btw.... meu twitter tá colado aqui

Crepúsculo dos ídolos

Nós não nos estimamos mais o suficiente, quando nos comunicamos. Nossas vivências próprias não são de modo algum loquazes. Elas não poderiam comunicar a si mesmas, se elas quisessem. Isto acontece porque lhes falta a palavra. Para o que temos palavra, já estamos um passo adiante de sua concernência. Em todos os discursos há um grão de desprezo. A fala, ao que parece, foi inventada apenas para o que é ordinário, mediano, comunicável. Com a fala vulgariza-se imediatamente o falante. - A partir de uma moral para surdos-mudos e outros filósofos.
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Simpatia parcial e confiança

O que Fukuyama (1996) e Granovetter (2000) estão, no fundo, criticando, é a crença dos economistas numa natureza humana fundamentalmente egoísta. Tal crença, que alimentou e ainda alimenta muitas filosofias,
encontra uma de suas mais importantes críticas na tese do filósofo David Hume (1983). Para este, a visão do egoísmo como fundo da natureza humana é a saída mais fácil para quem procura pensar a sociedade. O que

Conversações

(...)a televisão, apesar das tentativas importantes e em boa parte vindas dos grandes cineastas, não buscou sua especificidade numa função estética, mas numa função social, função de controle e de poder, onde reina o plano médio, que recusa toda a aventura da percepção em nome do olho profissional p94

quer se fundar um ‘consenso’, mas o consenso é uma regra ideal de opinião que nada tem a ver com a filosofia. p190

o marketing é agora o instrumento de controle social, e forma a raça impudente de nossos senhores(...).o homem não é mais o homem confinado, mas o homem endividado. p 224

é que a televisão é a forma através da qual os novos poderes de ‘controle’ tornam-se imediatos e diretos. p97

hoje é a informática, a comunicação, a promoção comercial que se apropriaram dos termos ‘conceito’ e ‘criativo’ e esses ‘conceituadores’ formam uma raça atrevida que exprime o ato de vender como o supremo pensamento capitalista, o cogito da mercadoria. p170

Conversações, 1972-1990. Rio de Janeiro, Ed. 34, 1992, tr. Br. Peter Pál Pelbart.

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