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Latinidade

[Do lat. latinitate.]
S. f.
1. A língua latina; o latim.
2. Regras para falar e escrever latim: &
3. Rigorosa composição em latim.
4. Estudo dos principais e mais difíceis clássicos latinos.
5. O conjunto dos povos latinos.
6. Condição ou caráter latino.

Latino de nascimento. Origem? Sei lá. Polônia, oeste da Romênia, Lituânia. Eslavidade... não combina com a vida. Latinidade tem muita mais pegada! Uma relação mais verdadeira com a miséria humana.

homem_máquina_protocolo

Estive estudando um pouco de Flusser. Relembrei do McLuhan e das máquinas como extensão do homem. Flusser tem um insight legal. as fábricas são lugares onde sempre são produzidas novas formas de homens: primeiro, o homem-mão, depois o homem-ferramenta, em seguida, o homem-máquina e, finalmente, o homem-aparelhos-eletrônicos. Repetindo: essa é a história da humanidade. A máquina distende a mão do homem ao ponto do homem se tornar a máquina, ou a máquina se torna o homem. Oras, tanto faz.

Colaboração em rede

by negri, lazzaratto - As novas formas de alienação do trabalho envolvem, portanto, essa forte tendência presente nos discursos econômicos quanto sociológicos educacionais e comunicacionais da chamada colaboração em rede

Tomanocu Day

Tomanocu Day: um dia de manifestações públicas de enorme desagrado com os representantes arcaicos de instituições mofadas. O objetivo principal é de recolher assinaturas suficientes para encaminhar um projeto de lei que proíba o exercicio de mandato parlamentar a quem tenha uma condenação na justiça. Os outros objetivos secundários são inúmeros e diversos, que vão desde o soltar a voz até o puro desafogo emocional. Vamos mandar tomar no cu o máximo possível de aproveitadores e sanguessugas. Claramente inspirado, ou melhor, deslavadamente copiado do Vaffanculo Day italiano.
via: Lelex e pra quem não tem preconceito: comunidade orkut

Multidão e público

A multidão não é apenas é atraente e seduz irresistivelmente seu espectador, mas seu nome exerce um prestigioso encanto sobre o leitor contemporâneo, e certos escritores são facilmente levados a designar por essa palavra ambígua todos os tipos de agrupamentos humanos. Convém fazer cessar essa confusão e, em particular, não confundir com a multidão o público, vocábulo igualmente susceptível de acepções diversas. (...) A formação de um público supõe, portanto, uma evolução mental e social bem mais avançada do que a formação de uma multidão.O público só pôde começar a nascer após o primeiro grande desenvolvimento da invenção da imprensa, no século XVI. O transporte da força a distância não é nada, comparado a esse transporte do pensamento a distância.
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Gabriel Tarde, A opinião e as massas [6-10]

Fronteiras da humanidade

O Google Maps é muito legal para viajar pelo nosso mundo. Podemos enxergar de perto diferentes locais. E, podemos encontrar, também as fronteiras da humanidade, os gaps, as exclusões e outras formas de dissonâncias. Esta foto diz tudo:
Paraisópolis, Morumbi, São Paulo
veja a área no google maps.

(above: check out the size of the tennis courts in comparison to the size of the housing on the left)
mais aqui extreme-rich-poor-divides

PS: Busquei no Google Earth

A mão que se distende

Uma vez que as mãos humanas, assim como as mãos dos primatas, são orgãos (organe) próprios para girar (Wenden) coisas (e entenda-se o ato de girar, virar, como uma informação herdada geneticamente), podemos considerar as ferramentas, as máquinas e os eletrônicos como imitações das mãos, como próteses que prolongam o alcance das mãos e em consequência ampliam as informações herdadas geneticamente graças às informações culturais, adquiridas. (...) As fabricas são lugares em que os homens se tornam cada vez menos naturais e cada vez mais artificiais, precisamente pelo fato de que as coisas convertidas, transformadas, ou seja, o produto fabricado, reagem a investida do homem (...) Dito de outra maneira: as fábricas são lugares onde sempre são produzidas novas formas de homens: primeiro, o homem-mão, depois o homem-ferramenta, em seguida, o homem-máquina e, finalmente, o homem-aparelhos-eletrônicos. Repetindo: essa é a história da humanidade.
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Vilém Flusser - o mundo codificado [36-37]

Resistência e Descentralização

A sociedade em rede convive como o assincronismo, o tempo e o espaço são desmontados pelas complexidades da própria rede. Uma ruptura da metafísica padrão como propõe David Weinberger em 'The Web Methaphysics': 'Nossa metafísica cultural está baseada na divisão do mundo em discretos objetos. Esse processo de divisão raramente é consciente. Acontece através da linguagem, a qual é elaborada pelos poetas de vários tipos, incluindo cientistas, políticos, marketeiros e adolescentes revoltados (...) O modelo de containeres, como muitos de nós suspeitamos, é inadequado. Ele simplifica demais as experiências' [Weinberger].

Virtualidade

O Pierre Lévy diz que "A virtualidade não tem absolutamente nada a ver com aquilo que a televisão mostra sobre ela. Não se trata de modo algum de um mundo falso ou imaginário. Ao contrário, a virtualização é a dinâmica mesma do mundo comum, é aquilo através do qual compartilhamos uma realidade". O virtual (de que as pessoas falam tanto sem saber o que realmente é, não é nada etéreo) não é um lugar que as pessoas se utitilizam para não-ser o que são: Nada disso, o virtual é parte do que chamamos de real. Faz oposição ao atual, ao presencial. É um espaço de significado simbólico. Um espaço informacional que representa uma nova geração de sistemas de comunicação.

PS: Virtual é uma palavra mal compreendida. Virtual é tão real como o presencial. Virtual tem raiz no latin. Vir é igual a homem, força, virilidade, virtude. E, dessa forma, virtual é potência. Essa analogia permite pensar na rede como um espaço onde a potência é mais sugestiva e operativa do que o poder. Explica- se, assim, a característica rizomática do espaço informacional que opera novas formas de relação na sociedade; Conhecimento livre, copyleft, anarquia e o círculo quadrado são boas sequelas dessa equação.

Cybercultura

Em contraste com a idéia pós-moderna do declínio das idéias das luzes, afirmo que a cybercultura pode ser considerada como herdeira legítima (embora distante) do projeto progressista dos filósofos do século XVIII. Com efeito, ela valoriza a participação em comunidades de debate e argumentação. Na linha direta das morais da igualdade, ela incentiva uma maneira de reciprocidade essencial nas relações humanas. Desenvolveu-se a partir de uma prática assídua dos intercâmbios de informações e conhecimentos, que os filósofos das luzes consideravam como o principal motor do progresso. E, se alguma vez tivéssemos sido modernos, a cybercultura não seria pós-moderna, mas estaria realmente na continuidade dos ideais revolucionários e republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade. Só que, na cybercultura, tais "valores" encarnam-se em dispositivos técnicos concretos. Na era da mídia eletrônica, a igualdade se realiza em possibilidade para cada um emitir para todos; a liberdade se objetiva em softwares de codificação e em acesso transfronteiriço para múltiplas comunidades virtuais; a fraternidade, quanto a ela, se converte em interconexão mundial.
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Pierre Lévy - O universal sem totalidade, essência da cybercultura

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