(...)a televisão, apesar das tentativas importantes e em boa parte vindas dos grandes cineastas, não buscou sua especificidade numa função estética, mas numa função social, função de controle e de poder, onde reina o plano médio, que recusa toda a aventura da percepção em nome do olho profissional p94
quer se fundar um ‘consenso’, mas o consenso é uma regra ideal de opinião que nada tem a ver com a filosofia. p190
o marketing é agora o instrumento de controle social, e forma a raça impudente de nossos senhores(...).o homem não é mais o homem confinado, mas o homem endividado. p 224
é que a televisão é a forma através da qual os novos poderes de ‘controle’ tornam-se imediatos e diretos. p97
hoje é a informática, a comunicação, a promoção comercial que se apropriaram dos termos ‘conceito’ e ‘criativo’ e esses ‘conceituadores’ formam uma raça atrevida que exprime o ato de vender como o supremo pensamento capitalista, o cogito da mercadoria. p170
Conversações, 1972-1990. Rio de Janeiro, Ed. 34, 1992, tr. Br. Peter Pál Pelbart.